quarta-feira, agosto 09, 2006

A rotina persuade a resistência
O cansaço persuade a desistência
A esperança empilha grãos de areia
Para deixar alguma história
Como se uma página nova
Fosse contar algo novo
Ou o esquecimento
Apagando algumas palavras
Refizesse algum sentido
Ao refazer sentenças
Como se sentido fosse fato
E não o eterno refazer-se
De quem deu por si no terremoto
[de si mesmo
E nunca usou os ouvidos
Para se acreditar o único
A gritar em silêncio

Depois do branco, do vermelho e do cinza
O negro ainda será uma metáfora
Do insípido e do incolor
Da mesma e única solidão
Onde cada um chora sua dor

André Díspore Cancian

segunda-feira, julho 31, 2006

Anyone

Anyone who have a love close to this
knows what I'm saying
anyone who wants a dream to come true
knows how I'm feeling

All I can think of is you and me
doing the things I wanna do
all I imagine is heaven on earth
I know it's you

Anyone who ever kissed in the rain
knows the whole meaning
anyone who ever stood in the light
needs no explaining

But everything more or less appears so meaningless
blue and cold
walking alone through the afternoon traffic
I miss you so

Anyone who felt like I do
anyone who wasn't ready to fall
anyone who loved like I do
knows it never really happens at all
it's over when it's over
what can I do about it
now that it's over

Everything more or less is looking so meaningless
and fades to grey
lying awake in an ocean of teardrops
I float away

Anyone who ever felt like I do
anyone who wasn't ready to fall
anyone who loved like I do
knows it never really happens at all
it's over when it's over
what can I do about
it now it's all over

© Gessle - Jimmy Fun Music

terça-feira, julho 11, 2006

Um dia

Um dia
>
>
>"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
>
>Sentiremos saudades de todas as conversas deitadas fora, das descobertas
>que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que
>partilhámos.
>
>Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais
>de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
>
>Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
>
>Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
>
>Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum
>desentendimento, segue a sua vida.
>
>Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe...nas cartas que trocaremos.
>
>Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
>
>Os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez
>mais raro.
>
>Vamo-nos perder no tempo....
>
>Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
>
>"Quem são aquelas pessoas?"
>
>Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
>
>"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
>
>A saudade vai apertar bem dentro do peito.
>
>Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......
>
>Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último
>adeus de um amigo. E, entre lágrimas abraçar-nos-emos.
>
>Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
>
>Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua
>
>vida, isolada do passado.
>
>E perder-nos-emos no tempo.....
>
>Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida
>passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes
>tempestades....
>
>Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus
>amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
>
>Fernando Pessoa

terça-feira, junho 27, 2006

I have a dream , ABBA

I have a dream
a song to sing
to help me cope
with anything
if you see the wonder
of a fairy tale
you can take the future
even if you fail
I believe in angels
something good in
everything I see
I believe in angels
when I know the time
is right for me
I’ll cross the stream
I have a dream

I have a dream
a fantasy
to help me through
reality
and my destination
makes it worth the while
pushing through the darkness
still another mile
I believe in angels
something good in
everything I see
I believe in angels
when I know the time
is right for me
I’ll cross the stream
I have a dream

quinta-feira, junho 22, 2006

Simplesmente ainda...

Não digamos "não", nem "nunca mais"...
não digamos "sempre" ou "jamais"...
digamos, simplesmente: "ainda"!...

Ainda nos veremos um dia...
Ainda nos encontraremos na estrada da vida...
Ainda encontraremos a pousada,
o afecto almejado, a guarida...

Ainda haverá tempo de amar,
sem medo, totalmente... infinitamente...
sem ter medo de pedir, de implorar,
ou chorar...

Ainda haverá tempo,
para ser feliz novamente...
Ainda haverá tristeza,
ainda haverá saudade,
ainda haverá primavera,
o sonho, a quimera...


Ainda haverá alegria,
apesar das cicatrizes...
Ainda haverá esperança,
porque a vida ainda e criança...
e amanha será outro dia!...

terça-feira, junho 20, 2006

A Lua Que Eu Te Dei, Ivete Sangalo

Posso te falar dos sonhos, das flores
de como a cidade mudou
posso te falar do medo, do meu desejo
do meu amor
Posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixa ver no céu a Lua
Que um dia eu te dei

Gosto de fechar os olhos
Fugir do tempo, de me perder
Posso até perder a hora
Mas sei que já passou das seis
Sei que não há no mundo
Quem possa te dizer
Que não é tua a Lua que eu te dei
Pra brilhar por onde você for
Me queira bem
Durma bem
Meu Amor


Posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixa ver no céu a Lua
Que um dia eu te dei
Pra brilhar
Por onde você for
Me queira bem
Durma bem
Meu amor
Durma bem
Me queira bem
Meu Amor

No teu poema


No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.

No teu poema existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura
e, aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço
do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.

No teu poema
existe um cantochão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.

Existe um rio
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda escapa
e um verso em branco à espera de futuro.

José Luís Tinoco
THE CELTS (Enya)

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